[NOTÍCIAS DA IGREJA]

 

O ensinamento católico sobre masturbação NÃO é repressivo: há diferença entre repressão e autodomínio, entre egoísmo e doação de si.

 

 

 

Masturbação é errado?

Sim. O ensinamento católico sobre a masturbação diz que ela é sempre moralmente errada.

O propósito do sexo é ser tanto uma expressão de amor por seu esposo(a) quanto um lindo meio de procriação.

O sexo é tão especial, poderoso, e valioso, que somente é vivido corretamente dentro do casamento. Se você não é casado, deve se abster de atividade sexual.

Eu sei, tudo isso é contra-cultural.

A verdade às vezes vai contra a cultura mesmo!

O sexo é o dom máximo que maridos e mulheres podem se dar: uma entrega total de si, corpo e alma. O sexo é a maneira como você efetua os votos matrimoniais de amar totalmente, livremente e completamente. Enquanto tiverem vida. O segredo da vida está escondido nessa íntima comunhão.

O ensinamento católico diz que a masturbação nega todos os aspectos desse juramento que é o sexo – o juramento dos votos matrimoniais!

A masturbação é:

– Focada em si mesmo
– Alheia, separada de seu cônjuge
– Uma declaração de que o sexo só tem a ver com prazer – seu próprio prazer
– Intrinsecamente estéril
– Muitas vezes acompanhada de “adultério no coração”, através da pornografia e da fantasia

Os católicos não condenam a masturbação só por causa de alguma nobre idéia do que seja o objetivo natural do sexo. Falamos a verdade sobre o mal que faz às pessoas.

Essa é a verdadeira razão para a doutrina católica sobre masturbação: a masturbação nega o sentido do sexo. Faz de você menos do que totalmente humano.

“Mas todo mundo diz que a masturbação é saudável!”

Sim, eles dizem.

Há um monte de coisas desordenadas que o mundo chama de “boas”, e o mundo tem várias maneiras de fazer isso.

A masturbação é radicalmente centrada em si mesmo, e radicalmente não-cristã. É por isso que o catecismo da Igreja diz que é errado. Ela faz com que nós e nossa sexualidade voltemos as costas para Deus, indo em direção a nós mesmos, das seguintes maneiras:

– Treinando nossa sexualidade no hábito da nossa própria luxúria, e não na auto-doação
– Divorciando o prazer do orgasmo da união com o “outro”, o cônjuge
– Evitando os riscos de amar alguém
– Recusando a fertilidade e a plena responsabilidade para com o sexo

Eu sei… muitos educadores e profissionais da saúde parecem ter um caso de amor com essa sexualidade focada em si mesmo e indisciplinada. Por que eles fazem isso, eu não sei.

Eles estão errados. Eles não estão falando para você a verdade sobre o sexo, sobre você mesmo, ou sobre a vida.

Você e sua sexualidade valem muito mais do que você pode imaginar.

A doutrina católica sobre a masturbação está centrada em uma virtude chamada castidade. Ela significa dar à sexualidade seu correto lugar em nossas vidas. Não reprimindo, mas também não dando poder total. Apenas um lugar apropriado. A castidade é um dos frutos do Espírito Santo (ver o Catecismo, nº 2337 a 2359).

A profunda verdade da doutrina católica sobre a masturbação é confirmada pelo enorme dano que esse assim chamado ato “privado” causa na vida e no casamento das pessoas. Um grande número de homens e de mulheres está começando a chamar seu hábito de masturbação pelo que realmente é: vício sexual.

Se falamos para nossos jovens que a masturbação é normal e saudável, estamos ensinando a eles um hábito que pode trazer uma vida inteira de dificuldades. Estamos falando para eles que a licenciosidade e a falta de auto-controle são coisas positivas. Isso é incapaz de formar uma base sólida para uma sexualidade madura e amorosa.

Como isso pode ser saudável? Como pode ser amoroso?

Liberdade e responsabilidade

Esse papo de hábito levanta uma importante questão: quando é que a masturbação é um pecado? Que gravidade tem esse pecado?

O ensinamento católico diz que a masturbação é um pecado grave, o que chamamos de pecado mortal, pelo qual rejeitamos a vida que Deus nos oferece.

Entretanto, a moral católica também reconhece que a força do hábito pode reduzir ou mesmo eliminar nossa responsabilidade pelas nossas ações.

– Temos que consentir livremente a fim de sermos plenamente responsáveis
– Se um hábito faz com que algo não seja uma escolha livre nossa, isso também reduz nossa responsabilidade por nossas ações

Isso não nos dá liberdade total, ou seja, não basta somente chamar qualquer coisa de “hábito”, e pronto. As ações de pecado continuam nos fazendo grande mal, mesmo que não estejamos completamente carregados de culpa ao cometê-los.

Temos o dever de buscar ajuda e procurar diligentemente superar nossos hábitos.

O Senhor é paciente e misericordioso. Ele quer desesperadamente nos libertar da escravidão do pecado. Mas nós também temos que fazer nossa parte.

Se você acha que está preso no hábito da masturbação ou em um de seus parentes próximos (pornografia, infidelidade, prostituição etc.) procure a ajudacompetente de um padre que apóie a moralidade sexual católica, e especificamente o ensinamento católico sobre a masturbação. (Não seja tímido! Eles já ouviram tudo antes. Infelizmente, é bastante comum.)

“O ensinamento católico sobre masturbação diz que nós devemos reprimir nossa sexualidade?”

Há uma diferença entre repressão e auto-controle.

A repressão significa “bloquear” esses sentimentos quando eles surgem, negando-os e desejando que eles não estivessem ali.

A repressão não funciona. Muitas pessoas tentam esse caminho e falham.

O auto-controle é diferente. Você não nega a realidade do desejo sexual, mas tenta controlá-lo de acordo com sua vontade. Isso se chama ser livre! Se você é um escravo de seus desejos (sexuais ou outros), você não é livre.

“Sim, irmãos, fostes chamados para a liberdade. Porém, não façais da liberdade um pretexto para servirdes à carne. Pelo contrário, fazei-vos escravos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5, 13)

A chave para isso é a redenção da nossa sexualidade, não a sua repressão. Christopher West esclarece em seu livro “Good News About Sex and Marriage”:

Quando tentações, sentimentos e desejos sexuais se apresentam – como inevitavelmente acontece –, ao invés de tentar ignorá-los ou “bloqueá-los” empurrando-os para baixo e para longe, nós precisamos trazê-los para cima e para fora. Não é para cima e para fora no sentido de se deixar levar por eles, mas para cima e para fora para as mãos de Cristo, nosso Redentor. Você pode simplesmente dizer uma oração como esta:

Senhor Jesus, eu Vos entrego meus desejos sexuais. Peço-Vos que, por favor, desfaça em mim o que o pecado fez, de modo que eu possa conhecer a liberdade nessa área, e experimentar o desejo sexual como Vós desejais que eu experimente. Amém.

Quanto mais convidarmos Cristo para nossas paixões e desejos, e permitirmos que Ele as purifique, mais descobriremos que somos capazes de exercitar o controle adequado delas. E começamos mais e mais a experimentar nossa sexualidade não como o desejo de gratificação egoísta, mas como o desejo de nos doarmos, em imitação a Cristo. A redenção é isso. (“Good News About Sex and Marriage”, p. 81)

A doutrina católica sobre a masturbação nos lembra que precisamos redimir nossos desejos desordenados e auto-centrados.

É uma questão de levar nossas desordens para Cristo, nomeando-as pelo que são, e deixando que Cristo nos cure. Nós experimentamos essa cura como um gradual aumento de auto-controle.

É possível.

Você é valioso demais para viver de acordo com uma mentira sobre si mesmo. Pois a sua liberdade foi comprada a um grande preço: o preço do sangue de Cristo.

Então vá em frente: deixe-se redimir. Viva a “liberdade gloriosa dos filhos de Deus” (Romanos 8, 21).

Aleluia!

 

 

Disponível em carmadelio <http://blog.comshalom.org/carmadelio/47045-o-ensinamento-catolico-sobre-masturbacao-diz-que-nos-devemos-reprimir-nossa-sexualidade-ha-uma-diferenca-entre-repressao-e-auto-controle> acessado em 11 de julho de 2017.