[NOTÍCIAS DA IGREJA]

 

Num século de moleza e comodidades, a vontade distingue os fortes

 

Uma verdade incômoda para os jovens preguiçosos e frouxos de todos os tempos – inclusive os católicos

O pe. J. Hoornaert, S.J., em “Le Combat de la Pureté“, fala da crucial relevância da força de vontade para todo jovem, inclusive (e em especial) para o jovem católico.

O sacerdote jesuíta fala da própria época, décadas atrás, mas as suas reflexões só se tornaram ainda mais válidas com o passar do tempo, dado o rápido aumento dos níveis de acomodação e moleza proporcionados pelas novas tecnologias. Não é que a tecnologia seja ruim – pelo contrário, ela pode melhorar imensamente a qualidade de vida da humanidade, chegando a ser indispensável para a salvação de milhões de vidas; é o seu mau uso o que tem consequências prejudiciais em vastas áreas do nosso cotidiano, inclusive em aspectos que nem sequer nos parecem graves (mas são, e perceberemos isso quando talvez seja tarde. É o caso, justamente, do amolecimento da força de vontade em nome do menor esforço).

Neste nosso século de moleza e de comodidades, em que os moços, com um tostão, poupam-se a fadiga de cem metros de caminho que deveriam fazer a pé, tomando os carros elétricos, ou o ascensor para evitar a subida de quarenta degraus, não será demasiado insistir sobre a grande importância da vontade.

Muitas são as causas que enervam a sensibilidade. Muito poucas as que contribuem para tornar viril o jovem, dando-lhe a verdadeira robustez.

A sólida formação do caráter e a educação geral da vontade é que se deveria ter em vista para toda e qualquer formação dos jovens.

Que fazer de todos esses abúlicos, desses anêmicos, cujo sangue parece carecer de glóbulos vermelhos e abundar de leucócitos?

Convencei-vos de que até o menino mais disciplinado, o que tivesse maiores prêmios no colégio, fosse presidente de congregação e conquistasse cada ano o primeiro prêmio de comportamento, até ele estaria terrivelmente exposto a fraquear se lhe falhasse a vontade.

Não é verdade? A pureza, sendo uma luta, exige lutadores e não, para repetir uma celebre expressão, “franguinhos piedosos”. São delicadinhos e ternos os frangos, mas, que papel desempenham nos combates?

Não basta ser alguém ajuizado, é necessário ser também enérgico e ardente, pois “nada se faz de grande sem as paixões”.
Para exercitar a vontade, é fundamental exercitar bem o corpo: sim, o domínio do próprio corpo é requisito de grande importância para a virtude cristã.

Saiba mais sobre este aspecto da virtude (que não deve ser confundido com a mera vaidade e futilidade): leia este proveitoso excerto da obra de Dom Tihamer Toth:

Tchau, preguiça: exercitar bem o corpo é uma virtude cristã importantíssima!
O pe. J. Hoornaert recorda também a utilidade das boas leituras para inspirar o fortalecimento da vontade:

Evita, caro amigo, as leituras lânguidas, como as daquele de quem J. Lemaître dizia: “Exala-se de sua obra um sortilégio, um malefício, uma languidez mortal”. Lê, em vez disso, a vida de um homem enérgico. Toma parte de seu magnetismo, ou, como se diria na física, entra no seu “campo de indução”. Os nossos esforços pessoais nem sempre bastam para fortificar o nosso caráter: o exemplo de outros sempre será de auxílio.

Neste sentido, são recomendáveis os relatos de vidas de santos escritos pelo pe. Afonso de Santa Cruz.

 

Disponível em carmadelio <http://blog.comshalom.org/carmadelio/12152-celibato-nao-nega-a-sexualidade-nem-a-liberdade-de-sacerdotes-diz-superior-de-seminario-na-franca> acessado em 11 de julho de 2017.