[NOTÍCIAS DA IGREJA]

Existem objeções morais para o exame “espermograma” na intenção de gerar um filho?

As técnicas de obtenção do esperma masculino  podem ocorrer em três contextos diferentes:

1) Em conexão com o ato conjugal

a) “coito interrompido” com o recolhimento do material b) Com o uso de preservativo. ( Ambos inaceitáveis pela moral católica)

2) Depois do relacionamento conjugal

a) o uso do preservativo perfurado apenas nessa ocasião que permitiria  a “fecundação” ao mesmo tempo que viabilize a coleta de resíduos seminais no látex (Posição moral ainda em discussão pelos moralistas sem posição oficial ainda do magistério da Igreja)

b) Recolhimento do sêmen da vagina da esposa, após a ejaculação masculina, dentro no contexto do ato conjugal

c) Coleta de esperma residual na uretra masculina pós ejaculação no contexto do ato conjugal .

3) Fora da relação conjugal

a) Por masturbação ( Não aceita pela moral católica)

b) Recolhendo o sêmen da uretra após a polução involuntária ( polução noturna- moralmente aceita)

f) Usando biópsia testicular (Moralmente aceita)

2. Qual a motivação de fundo para a realização do espermograma?

a) É moralmente ilegal o espermograma para obter sêmen para fecundação fertilização in vitro ou qualquer técnica similar.

b) É legal para o estudo na resolução de problemas de infertilidade, no evitar possíveis defeitos de nascimento em crianças por nascer, para encontrar uma doença, etc

2) Porém a retidão da intenção não é suficiente, é necessário que seja bom também o meio usado. Neste sentido, devemos distinguir:

a) Quando a obtenção é independente do exercício voluntário do órgão sexual; deve ser colocado aqui técnicas de obtenção como apertar a próstata e vesículas seminais, a punção do epidídimo e canal deferente, biópsia testicular, também coletar sêmen depois de uma polução acidental.(Todos moralmente aceitáveis)

b) No entanto, quando a obtenção  do esperma está relacionada com o exercício voluntário do órgão sexual, o ato de recolhimento deve respeitar as dimensões fundamentais do ato conjugal em sua dimensão unitiva e procriativa.

-É ilegal  obter por: masturbação, coito interrompido ou pelo uso do  preservativo.

É lícito coletar o sêmen no fundo da vagina da mulher pós ao ato conjugal, ou coleta de sêmen na uretra residual após o evento.

O Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee, em francês) publicou nesta semana um estudo que mostra que seis a cada dez crianças nasceram fora do casamento na França em 2017, um recorde europeu. No total, 59,5% dos nascimentos não seguiram a lógica matrimonial

O número de nascimentos fora do casamento se multiplicou por dez desde os anos 1960 – em 1965, eles eram apenas 5,9%. Já em 2007, essa taxa subiu para 50,7%.

Os dados apontam que a frequência é maior nos departamentos e regiões ultra-marítimas (83,6%), no oeste (72,3%) e no centro (75,9%) da França. Já em Paris, apenas 47% dos pais não estavam casados na hora do nascimento.

Esse é o caso de apenas alguns países da União Europeia, como Portugal (52,8%), Espanha (45,9%), Reino Unido (47,7%), Bélgica (49%), ou Alemanha (35%). No extremo oposto estão a Grécia, com apenas 9,4% de casais que não se casaram antes de terem um filho, seguida por Croácia (18,9%), Chipre (19,1%) e Polônia (25%).

A evolução dos costumes foi acompanhada pela legislação francesa, que, desde 2016, não estabelece em seu Código Civil a distinção entre crianças “legítimas” (pais casados) e “naturais” ou “ilegítimas”.

Antes dos anos 1980, os casais também não esperavam o casamento para ter uma criança, mas era frequente a “regularização da situação” ao propor um matrimônio durante a gravidez

Uma parcela da sociedade francesa, que não aprova as profundas mudanças de comportamento no país, pede um retorno dos hábitos tradicionais. Isto é: que somente os casais heterossexuais tenham acesso à troca de alianças e também que ela ocorra antes da concepção dos filhos.

Criada durante o debate da adoção da lei que permitia o matrimônio aos casais homossexuais, o movimento Manif pour tous (“Manifestação para todos”, em oposição a “Casamento para todos”) mobiliza os franceses mais conservadores e também é contra o aborto, prática legal na França.

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