[MEAUX]

Palavra Viva na Bretanha – Peregrinação de Nossa Senhora do Folgoët

Talvez muitos se perguntaram nos cursos de história do ensino médio, porque uma região da França tinha o nome de Bretanha, ou ainda porque a Bretanha fica na França e não na Gran Bretanha, ou na Inglaterra.  A explicação vem do Século VI, por volta do ano 500 d.C. anglos saxões atacaram os bretões que habitavam a ilha da Gran Bretanha, (Atual Irlanda) fugidos da sua ilha natal, os Bretões levaram a língua e a cultura para a “Pequena Bretanha” a qual conhecemos atualmente simplesmente por Bretanha. Por isso os Bretões não se identificam com a Inglaterra, uma vez que estes possuem raízes anglo-saxônicas; pelo contrário guardam sua cultura de origem celta, mas fortemente marcada pela Cristandade.

Foram os Bretões responsáveis pela evangelização dos francos, povo que deu origem aos Franceses. Monges irlandeses evangelizaram toda a Europa deixando marcas profundas na fé e na cultura europeia. Mais do que a língua, cultura ou culinária, o grande legado Bretão é sem dúvida a fé católica.

Os Consagrados da Comunidade Palavra Viva da Missão de Meaux foram convidados por Dom Laurent Dognian, Bispo de Quimper e Léon, uma das quatro dioceses da região da Bretanha para participar da tão tradicional peregrinação de Nossa Senhora do Folgoët, que além de atrair féis de toda a Bretanha, atrai também turistas que buscam conhecer sobre a cultura e tradições da Bretanha. Tudo isso faz do Perdão de Nossa Senhora do Folgoët uma bela oportunidade de Evangelização.

A Procissão tem origem segundo a tradição, na história de Salam, o louco. Salam era um homem simples que vivia como eremita no bosque. Não sabia pronunciar belos discursos e da sua boca saiam apenas duas palavras: AVE MARIA. Segunda a tradição após morrer, sobre a tumba de Salam, nasceu uma enorme flor branca. Próximo a sua tumba foi construída uma basílica dedicada a Nossa Senhora, que ficou conhecida como Nossa senhora do Folgoët, que em Bretão significa Nossa Senhora do louco do Bosque.

A devoção inspirada por Salam é simples: os peregrinos vestindo seus trajes típicos e bandeiras de cada cidade, vão até a basílica em marcha para simplesmente pedir perdão pelas faltas e pecados cometidos ao longo do ano, e recitar o terço mariano em honra à Nossa Senhora. O terço é a oração dos peregrinos simples, que tomam Maria como mãe querida.

Acolhidos pelo Reitor da Basílica Padre Gerard Le Stang, os consagrados participaram desta bela festa Mariana. A peregrinação deste ano foi presidida pelo Bispo Denis Moutel, da diocese de Saint-Brieuc e Tréguier, uma outra diocese da Bretanha. Os consagrados ainda animaram uma marcha com os jovens paroquianos do Santuário de Nossa Senhora Do Folgoët; Marcha que antecede todos os anos a missa de encerramento da peregrinação.

Mesmo com a chuva incessante os peregrinos vieram em grande quantidade para rezar aos pés de Nossa Senhora do Folgoët, trouxeram em suas mãos as bandeiras de cada paróquia da diocese, e nos corações as intenções e os agradecimentos à Maria.

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Palavra Viva na Bretanha – Peregrinação de Nossa Senhora do Folgoët

Talvez muitos se perguntaram nos cursos de história do ensino médio, porque uma região da França tinha o nome de Bretanha, ou ainda porque a Bretanha fica na França e não na Gran Bretanha, ou na Inglaterra.  A explicação vem do Século VI, por volta do ano 500 d.C. anglos saxões atacaram os bretões que habitavam a ilha da Gran Bretanha, (Atual Irlanda) fugidos da sua ilha natal, os Bretões levaram a língua e a cultura para a “Pequena Bretanha” a qual conhecemos atualmente simplesmente por Bretanha. Por isso os Bretões não se identificam com a Inglaterra, uma vez que estes possuem raízes anglo-saxônicas; pelo contrário guardam sua cultura de origem celta, mas fortemente marcada pela Cristandade.

Foram os Bretões responsáveis pela evangelização dos francos, povo que deu origem aos Franceses. Monges irlandeses evangelizaram toda a Europa deixando marcas profundas na fé e na cultura europeia. Mais do que a língua, cultura ou culinária, o grande legado Bretão é sem dúvida a fé católica.

Os Consagrados da Comunidade Palavra Viva da Missão de Meaux foram convidados por Dom Laurent Dognian, Bispo de Quimper e Léon, uma das quatro dioceses da região da Bretanha para participar da tão tradicional peregrinação de Nossa Senhora do Folgoët, que além de atrair féis de toda a Bretanha, atrai também turistas que buscam conhecer sobre a cultura e tradições da Bretanha. Tudo isso faz do Perdão de Nossa Senhora do Folgoët uma bela oportunidade de Evangelização.

A Procissão tem origem segundo a tradição, na história de Salam, o louco. Salam era um homem simples que vivia como eremita no bosque. Não sabia pronunciar belos discursos e da sua boca saiam apenas duas palavras: AVE MARIA. Segunda a tradição após morrer, sobre a tumba de Salam, nasceu uma enorme flor branca. Próximo a sua tumba foi construída uma basílica dedicada a Nossa Senhora, que ficou conhecida como Nossa senhora do Folgoët, que em Bretão significa Nossa Senhora do louco do Bosque.

A devoção inspirada por Salam é simples: os peregrinos vestindo seus trajes típicos e bandeiras de cada cidade, vão até a basílica em marcha para simplesmente pedir perdão pelas faltas e pecados cometidos ao longo do ano, e recitar o terço mariano em honra à Nossa Senhora. O terço é a oração dos peregrinos simples, que tomam Maria como mãe querida.

Acolhidos pelo Reitor da Basílica Padre Gerard Le Stang, os consagrados participaram desta bela festa Mariana. A peregrinação deste ano foi presidida pelo Bispo Denis Moutel, da diocese de Saint-Brieuc e Tréguier, uma outra diocese da Bretanha. Os consagrados ainda animaram uma marcha com os jovens paroquianos do Santuário de Nossa Senhora Do Folgoët; Marcha que antecede todos os anos a missa de encerramento da peregrinação.

Mesmo com a chuva incessante os peregrinos vieram em grande quantidade para rezar aos pés de Nossa Senhora do Folgoët, trouxeram em suas mãos as bandeiras de cada paróquia da diocese, e nos corações as intenções e os agradecimentos à Maria.

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