[BRASÍLIA]

As mulheres liberadas se encontram infelizes. Você acredita?

Com o finalidade de voltar a origem da criação, resgatar a dignidade do ser mulher, diferente do homem, com características próprias dadas pelo criador e aprender a amar-se em enquanto filha de Deus e desenvolver em sua totalidade a capacidade de amar, aconteceu na Paróquia Santíssima Trindade em Guará II em Brasília DF, no dia 24 de agosto, um encontro para mulheres com o tema: “Porque as mulheres de hoje são mais infelizes que há 60 anos?”

Com base em várias pesquisas atuais, publicadas em revistas conhecidas no Brasil como Época, Isto É; nos EUA, pelos economistas Betsey Stevenson e Justin Wolfers os quais realizaram um estudo, “The Paradox of Declining Female Happines” (O Paradoxo da diminuição da Felicidade Feminina), e também embasado no relatório realizado pela Fundação Rockefeller e pela revista Time, foi apresentado às mulheres a seguinte realidade:

As mulheres hodiernas do ocidente são mais parecidas com os homens que há 60 anos: elas trabalham fora de casa, vão para a faculdade, controlam a fertilidade, praticam esportes profissionais. Outra realidade mostrada pelas pesquisas é que grande parte de nascimentos são de mães solteiras. Além disso, apesar de muitas mulheres trabalharem fora de casa, elas continuam a ser a principal responsável por cuidar dos filhos e trabalhar dentro de casa.

O relatório da Time conclui que a mulher americana liberada atual, por exemplo, está definitivamente mais poderosa, mas também, sem dúvida, menos feliz. Na década de 1960, as mulheres se declararam mais felizes, em média, que os homens. Hoje caiu relativamente.

Se você se encontra surpreso com isso, na verdade esta não é a novidade. Qualquer um com os olhos abertos podem ver isso no dia-a-dia ao falar com as mulheres modernas. O que também é comprovado pelo grande aumento de mulheres que buscam terapeutas e acompanhamentos psicológicos, sendo em sua maioria diagnosticadas com stress. Pois não obstante, as chamadas conquistas da era feminista deixaram as mulheres em grande infelicidade. A novidade e o curioso são as fontes pelas quais essas informações estão chegando na sociedade. Até agora, esta verdade tinha sido cuidadosamente coberta para promover o feminismo, pelas mesmas fontes que hoje divulgam essa realidade.

Uma situação interessante que comprova como as mulheres foram enganadas, é o fato de muitas sentirem inveja quando conhecem alguma esposa que é sustentada pelo marido. E esta tem todo o tempo para cuidar dos filhos, passear com eles, fazer compras no shopping, ir ao salão de beleza. Porque não precisa trabalhar fora e toda a renda familiar é de responsabilidade do marido. Quando apresentado as mulheres esta realidade é quase unânime aquelas que concordam com esta realidade.

Este é objetivo desta formação gerar consciência nas mulheres de um engano que vem sendo planejado há décadas. Com a propaganda que a mulher feliz é aquela que tem uma vida independente, a propaganda da “mulher business”, bem sucedida e que pode ter os mesmos “direitos” dos homens, ter uma vida sexual ativa e não gerar filhos.

Encontrar a resposta do porque essa mulher moderna se encontra infeliz não é difícil, pois se encontra mais voltada pra si, preocupada com sua carreira, com o seu corpo, e está sempre ocupada com seus interesses pessoais, tendo menos tempo para se dedicar ao marido e aos filhos. A revelação cristã nos ensina que “há maior felicidade em dar do que em receber” At 20,35. E de fato, se esses interesses e novo estilo de vido tem levado as mulheres a centrarem mais em si, algumas que conseguem alcançar os objetivos da carreira, ao mesmo tempo experimentam a frustração de não alcançar a felicidade que buscavam.

A mulher foi criada por Deus com uma “riqueza imensa”, escreve João Paulo II na Carta Apostólica Mulieris Dignitatem, trata-se, sim, de uma riqueza que configura o gênio (ingenium), próprio da mulher e causa no homem uma verdadeira admiração. Essa riqueza é a capacidade da mulher de gerar vida, algo concedido pelo criador e configura a beleza do ser mulher. É através desse gênio que a mulher pode desenvolver em na totalidade sua capacidade de amar, se doando para gerar uma vida.

Por milhares de anos, em diversas culturas a mulher fértil era vista como uma mulher abençoada, e a mulher infértil, amaldiçoada. É impressionante ver como em poucas décadas o feminismo conseguiu fazer muitas mulheres olhar para essa capacidade dada por Deus, de gerar vida, como algo negativo que limita sua liberdade. Abrir os olhos das mulheres hoje e denunciar as mentiras do feminismo há um grande peso espiritual, pois é a mesma coisa que lutar contra a Eva enganada pelo demônio. Criada por Deus e dentro da lei de Deus, Eva rejeita o plano de Deus e enganada pelo demônio escolhe seu plano pessoal, de não aceitar receber de Deus a felicidade, mas de si fazer como deus e realizar sua própria felicidade.

Dentro desta prospectiva, e conscientes dessa realidade, as mulheres foram chamadas, em um momento de adoração durante o encontro, a apresentar toda a sua realidade de vida nas mãos de Deus. Não com o objetivo de leva-las a sentir culpa, nem de se condenar, mas em tudo submeter-se e apresentar-se a Deus, e permitir com que Ele reorientasse, a partir daquele momento, a realidade de sua vida pessoal e de toda a sua família.

Muitas das participantes disseram ter sentido uma profunda liberdade ao ouvir a partilha e que puderam viver profundas curas relacionadas à sua essência de filhas amadas, como foram criadas por Deus. E, se sentiram abertas ao novo que Deus reserva para elas a partir desta libertação.

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