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Família de mórmons se converte

graças à Virgem e à Eucaristia

 

VirgenMaria PixabayDominioPublico 190417

 

 

Os Odulio são uma família filipina que, apesar de viver em uma cidade onde a maioria da população é mórmon, se converteram à Igreja católica graças à Virgem Maria e à Eucaristia.

 

A família recebeu os sacramentos de iniciação cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) no Sábado Santo, 15 de abril, durante a Vigília Pascal na Diocese de Salt Lake City, em Utah (Estados Unidos).

 

O pai, Rico Odulio, nasceu nas Filipinas em uma família católica, que alguns anos depois se converteu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como mórmons.

 

Apesar da conversão da sua família, Rico continuou frequentando uma escola católica devido à boa qualidade na educação que esta oferecia. Segundo disse a The Intermountain Catholic, jornal da Diocese de Salt Lake City, no estado de Utah, para ele foi “muito difícil crescer em meio a duas igrejas”.

 

Rico conheceu a sua esposa Heidi na igreja mórmon. Durante o namoro, foram como missionários à cidade filipina de Cebu e permaneceram dois anos separados. Ao se reencontrar, casaram-se segundo o rito mórmon.

 

O casal teve dois filhos e desde pequenos ensinaram os hábitos de oração e de partilha na família.

 

 

Em 1998, Rico deixou os mórmons, mas manteve o hábito de ler livros sobre teologia, que se tornaram o seu apoio espiritual. Em 2001, a família se mudou para Salt Lake City e Heidi continuou frequentando a igreja mórmon com seus dois filhos.

 

Calcula-se que das mais de 3 milhões de pessoas que vivem no estado de Utah, cerca de 60% são mórmons.

 

A primeira aproximação profunda da família Odulio com a Igreja Católica foi quando Rico leu sobre a Batalha de Lepanto, ocorrida em 7 de outubro de 1571. Nesse combate naval, a frota da coalizão católica derrotou os turcos otomanos e o Papa Pio V atribuiu a vitória à intercessão da Virgem Maria, pois havia pedido aos fiéis para que rezassem o Rosário pela vitória cristã.

 

Até então, Rico não acreditava na Virgem e a considerava como “mais uma dessas superstições católicas”. Mas ao ler sobre este milagre, sentiu vontade de se aproximar de uma igreja e começou a ir à Missa.

 

Quando convidou os seus filhos Amoz e Omri para que o acompanhassem, ambos se surpreenderam. “Nunca imaginei o meu pai como um homem religioso”, disse Omri. Entretanto, quando Rico teve que voltar às Filipinas pelo trabalho, seus filhos se afastaram da Igreja.

 

O segundo momento que influenciou na conversão da família foi em 2014, quando Omri sofreu um acidente de carro, no qual quase morreu. Ele disse: “Pensei que nunca acordaria”.

 

Quando ele finalmente se recuperou, viu um vídeo no YouTube em que mostrava um guitarrista tocando na Catedral de Magdalena de Salt Lake City. Omri ficou impressionado pela beleza da igreja e pediu ao seu irmão Amoz que o levasse à Missa lá.

 

“Essa foi a primeira vez que atravessei as portas da catedral e a liturgia me impressionou. Desde então, fiquei atraído”, relatou Omri.

 

Em 2015, Rico voltou para os Estados Unidos e pediu aos seus filhos que o acompanhassem a uma procissão. Nesse dia, Omri tomou a decisão de ser batizado na Igreja Católica. Conta que decidiu graças à intercessão da Virgem Maria.

 

Amoz teve uma profunda conversão quando aprendeu mais acerca da história e acontecimentos da Igreja.

 

Depois disso, Omri e Amoz começaram a se preparar na Catedral de Magdalena para receber o Batismo.

 

Por sua parte, enquanto o seu esposo e filhos passavam por sua etapa de conversão, Heidi continuava com os mórmons, mas começou a ler o material que Rico lhe mandava sobre a Igreja Católica.

 

“Eu rezava muitíssimo, queria a unidade familiar e queria encontrar a verdade                , comentou. Depois de muitas dúvidas e orações, “senti o Espírito e, depois de rezar muito, recebi as respostas”. Então, decidiu unir-se ao esposo e filhos nas aulas de formação.

 

Quando se aproximava o dia no qual seriam batizados, a família estava ansiosa para finalmente receber a Eucaristia.

 

“Estando tão perto e exposto à Eucaristia, meu desejo por ela aumentou”, expressou Omri alguns dias antes do sábado, 15 de abril.

 

 

 

 

 

Disponível em acidigital <http://www.acidigital.com/noticias/familia-de-mormons-se-converte-gracas-a-virgem-e-a-eucaristia-35516/> acessado em 22 de abril de 2017.

 

 

 

 

 

Os 13 porquês que Deus te diz

para você não cometer suicídio

 

 

jovens

 

 

13 poderosos motivos para continuar acreditando que viver vale a pena

 

Às vezes parece que você está à deriva num imenso mar. Acima há apenas céu e ao redor também, não há nada para se segurar, nenhum barco à vista para te resgatar. Se sente ridiculamente só, como se ninguém estivesse te procurando e querendo saber como você está, se precisa de ajuda. Então pensa que é melhor afundar, que se mergulhar cada vez mais fundo toda a dor e agonia vão acabar, que não terá mais nenhum sentimento, pensamento e lembrança te atormentando. Que a água vai lavar o que há por dentro e que as sujeiras poderão se esvair, então finalmente sentirá paz.

 

Mas o que você pode não saber é que afundar não é o fim. Que a vida não acaba quando ela é interrompida aqui na Terra, que há um além que espera todo mundo, ele pode ser melhor do que tudo ou pior do que todo pesadelo. E o melhor caminho é aquele que te leva para junto do seu Criador, Daquele que te formou antes mesmo de você saber o que era a existência, que te conhece por inteiro e do avesso. Ele te desenhou, moldo, construiu. Ele ama seus olhos, seu cabelo e até o dedinho do seu pé. Ele quer te encontrar no seu verdadeiro lar e te fazer entender o que não pode saber aqui. Ele quer te dar a paz que durará por toda a eternidade e te fazer o sentir o amor que vem do próprio Amor.

 

Porém, a dor se tornou uma nuvem espessa diante dos seus sonhos, e por causa dela não consegue ver nada além dos problemas que te encurralam, das pessoas que te machucaram, das decepções que vem sofrendo e das feridas que parece que nunca irão se curar. Mas Deus quer que você confie Nele mesmo sem ver o que será de você no futuro, por isso o primeiro porquê que Ele te dá é para confiar Nele mesmo quando tudo dizer que não tem mais jeito, que a vida não faz mais sentido e que por isso você deve dar um fim a ela. Deus quer que você volte a acreditar que dias melhores virão mesmo que tenha sofrido anos de tempestades e furacões. Ele quer que você segure em sua mão e que não solte mesmo que a correnteza piore e que queria afundar.

 

O segundo porquê é que Deus cura o passado. Não importa o que você fez ou o que te fizeram, se a dor é constante, se as memórias te acompanham desde a hora que acorda até o momento que vai repousar, se isso te assombra ao ponto de você não conseguir fazer determinadas coisas e ir a alguns lugares, e impede até mesmo de você se relacionar com as pessoas, mas Deus quer que você saiba que Ele cura as lembranças, Ele apaga o que te faz chorar, mas não da forma que você esqueça completamente, porém do jeito que você irá lembrar e não sentirá um fio de dor sequer. Eu sei disso, pois já passei por esse tratamento e ele acontece quando você chora, grita e pede socorro, aos poucos algo vai mudando dentro de você e vai passando.

 

Mas para esse passado ser mesmo curado você precisa dar um passo de fé e ele se chama perdão, o terceiro porquê. Você precisará reconhecer que o outro errou e que ele é tão humano como você, assim ele erra, peca e machuca, mas que ele assim como você pode fazer isso querendo ou não, e que merecendo ou não ele precisa dessa libertação, pois a mágoa é uma âncora no problema que já passou faz tempo. Corte o que prende e não afunde com essa âncora, mas a deixe ficar lá no fundo sozinha. E seu coração precisa de paz, de leveza e de limpeza. E se você sente que decepcionou a si, se perdoe também, pois você não pode viver carregando culpa por aí, mas tem que se dar a chance de recomeçar e quem sabe errar de novo porque isso é ser humano.

 

E você aprenderá com tudo isso e nesse ensinamento está o quarto porquê de Deus. Porque nada que Ele permite na sua vida é por acaso. Podem ser coisas que você escolheu e acabou ocasionado muita dor, ou foram as escolhas de outras pessoas que de alguma forma te afetaram, mas se Deus permitiu não é porque Ele quer te ver sofrer, pois Ele não tem prazer no sofrimento que você passou, mas é que num mundo mal como esse coisas ruins acontecem o tempo todo por causa do pecado que existe. Porém, você terá amadurecimento, mais conhecimento, experiência e força. Não será a mesma pessoa de antes, não terá o mesmo pensamento, mas se você escolher o melhor caminho te levará para o lugar que você não iria senão tivesse passado por tudo isso.

 

Por isso existe o quinto porquê: Deus faz uma flor brotar da sua dor. Essa flor pode ser música, poesia, dança, pintura, frase, palestra, mão estendida para ajudar e levar ao menos favorecido o que lhe falta. Essa dor irá se tornar amor por algo que só você saberá fazer. Deus te dará um dom que será o seu proposito aqui na Terra, talvez você nem tenha visto antes, mas depois da dor perceberá que esse talento existe e que te completa, que te faz querer viver, sonhar, conquistar. Porque Deus botará em seu coração vontades que te farão querer continuar e não desistir, pois Ele quer te ver criando, já que você é a imagem e semelhança do Criador. E suas obras tocarão corações que sofreram como você e levarão a eles a cura que você recebeu antes.

 

Mas se você não sabe por onde começar, onde poderá aprender e saber o que fazer, como conseguirá saber o que Deus quer para sua vida tem dois porquês. O sexto diz respeito a leitura da Bíblia Sagrada. Deus a inspirou para você ter um manual que te ajudasse a viver, que te dar orientações e conselhos. Se aprofunde nessas palavras. Não apenas leia, mas medite, reflita e pense em tudo que ela diz, peça que o Espirito Santo esteja ao seu lado te fazendo entende-la e que Deus te dê sabedoria para compreender. Já o sétimo porquê é a oração. Deus quer ouvir a sua voz, quer saber o que você sente e o que pensa, onde dói e o que causou. Ele já sabe de tudo, mas Ele ama te ouvir e sabe que ao falar você sentirá um alivio instantâneo como se uma tonelada tivesse saído dos seus ombros. Ele não te julgará, pode falar tudo e ter a certeza de que Ele te responderá.

 

Nisso o oitavo porquê te diz que ao seu lado estará o Consolador, que enxugará suas lágrimas e sentirá o mesmo pesar que te rodeia, que Ele te entenderá e levará seus lamentos ao Trono do Todo Poderoso. Jesus o enviou depois de subir aos céus e voltar ao Pai, após sua estadia aqui na Terra onde morreu por nossos pecados. E esse Consolador é o Espirito Santo e da Verdade, que te fará entender muita coisa, abrirá seus olhos e falará na sua mente coisas que você nunca soube antes, mas que agora fará todo sentido e te acalmará. Ouça a voz Dele, não tape os ouvidos, não deixe a dor gritar, sua raiva e decepção falarem mais alto. Mas dê ouvidos ao Consolador, Ele tem mais razão que as emoções conturbadas que te enchem.

 

E o nono porquê é sobre a nova vida que você terá. Tenha fé de que nada será assim eternamente. Não importa o que esteja havendo neste exato momento. Não sei o que te aconteceu, mas Deus conhece sua história e Ele diz que ela não deve acabar assim. Que se você aguentar mais um pouco verá as nuvens escuras sendo sopradas para longe. Mas o décimo porquê diz que nem tudo você entenderá aqui, que tem perguntas que te atormentam que não terão respostas na sua vida terrena, porque você não suportaria ouvir, não conseguiria absorver tudo que precisa saber para assim entender. Porém que no céu, se você aguentar e não desistir, Deus te fará entender que toda dor é por enquanto e os motivos que as causaram, e porque Ele as permitiu.

 

O décimo primeiro porquê é que no tempo certo Ele enviará pessoas para cuidarem e amarem você, pois a solidão não é para a vida inteira, não ficará assim sem ninguém ao seu lado, terá sim alguém que te ame, valorize e respeite, que construirá uma família e que suportarão tudo juntos porque haverá amor. E que esse amor expulsará todo o medo de sofrer de novo e ser feito em pedaços, que você sentirá segurança e confiança novamente. Agora no porquê de número doze Deus quer que você saiba que Ele te amará mais que qualquer um poderia amar, que não importa o tempo, situação, erros e feitos, Ele te ama e quer que você se sinta amado por Ele. Que Ele te cuida como a menina de seus olhos mesmo que você não veja o seu agir.

 

Por isso o porquê treze diz respeito a esse amor e o que ele foi capaz de fazer. Deus enviou Jesus e esse é sem dúvida o maior e mais importante motivo para te fazer jogar essas lâminas fora, junto com a corda, os remédios, as armas e todo o resto de coisas que podem te machucar e te fazer afundar. Deus enviou Jesus para morrer em seu lugar. No lugar da culpa, da dor, do trauma, do desespero, da solidão, da humilhação. Jesus morreu no lugar da vergonha, da raiva, do ódio, da vingança. Jesus morreu para você não se matar. Jesus sangrou para você não se cortar. Jesus provou aquele líquido numa esponja para você não tomar esses remédios. Jesus foi pregado numa cruz para você não rodear seu pescoço com uma corda. Ele já morreu e Ele já ressuscitou para te dizer que tem jeito sim, que sua dor pode acabar, que Ele vivo pode te curar, te fazer um novo ser humano.

 

Por que não aceita os motivos que Deus te dá? Esses porquês podem preencher algumas lacunas. Mas se quiser saber mais, é só experimentar esse amor e dar mais uma chance à vida incrível que você poderá ter ao lado Dele. Então, quer tentar de novo? Ele te espera e ficará profundamente triste se você escolher uma eternidade onde Ele não estará.

 

 

 

 

 

 

Disponível em aleteia <http://pt.aleteia.org/2017/04/18/os-13-porques-que-deus-te-diz-para-voce-nao-cometer-suicidio/> acessado em 19 de abril de 2017.

 

 

 

 

Como o cristianismo nasce,

segundo o Papa Francisco

 

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"Não é uma ideologia, não é uma corrente filosófica"

 

A Praça São Pedro ficou lotada na manhã desta quarta-feira (19/04) fria, mas ensolarada, para o habitual encontro de Francisco com fiéis, peregrinos, turistas e romanos. Ainda no clima da Páscoa que a Liturgia continua a celebrar, em sua catequese o Papa refletiu com os fiéis sobre Cristo Ressuscitado, ‘nossa esperança’, como apresentado por São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios.

 

A Ressurreição provocava discussões na comunidade de Corinto e Paulo queria esclarecê-la aos cristãos. “Jesus morreu por nossos pecados, foi sepultado e no terceiro dia ressuscitou e apareceu a Pedro e aos Doze Apóstolos”, dizia.

 

“O cristianismo nasce aqui. Não é uma ideologia, não é uma corrente filosófica, mas um caminho de fé que nasce com um evento testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”.

 

O Papa prosseguiu explicando que “a Ressurreição é o núcleo central da fé; se tudo tivesse acabado com a morte, Cristo foi um exemplo de dedicação suprema, sim, mas isto não poderia gerar a nossa fé. Ele não era um herói. Aceitar que Cristo morreu na Cruz não é um ato de fé; é um fato histórico, crer que ressuscitou o é. Jesus é vivo, é o fulcro do evento. Nossa fé nasce na manhã de Páscoa”.

 

Explicando este mistério aos cristãos, Paulo conta que de todos os discípulos que viram o Ressuscitado aparecer, ele foi o último, ‘o menos digno’. Paulo tem uma história pessoal dramática: era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções, até o dia em que improvisamente encontrou Jesus no caminho para Damasco. Aquele evento deu uma guinada em sua vida. De perseguidor se tornou Apóstolo, porque viu Jesus vivo e ressuscitado. Este é o fundamento da fé de todos os Apóstolos e também da nossa”.

 

“É belo pensar que o cristianismo, essencialmente é isso!”, comentou o Papa. “Não somos nós a procurar Deus, mas é Deus que nos procura, nos conquista e não nos abandona jamais. O cristianismo é graça; é surpresa, mas deve encontrar nosso coração aberto, capaz de receber maravilhas. Um coração fechado não pode entender o que é o cristianismo. Mesmo sendo pecadores, mesmo olhando para trás e vendo uma vida cheia de insucessos, na manhã de Páscoa podemos ir ao sepulcro de Jesus e ao ver a pedra descartada saberemos que Deus está realizando um futuro para nós. Encontraremos felicidade, alegria e vida onde todos pensavam que havia tristeza, derrotas e trevas. Deus faz crescer suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas”.

 

Terminando sua catequese, o Papa concluiu que “ser cristãos significa não começar pela morte, mas pelo amor de Deus por nós, que derrotou o nosso maior inimigo. É suficiente uma vela acesa para vencer a mais sombria das noites. E se alguém nos perguntar o porquê do nosso sorriso e da nossa paciência e solidariedade, podemos responder que ‘Jesus ainda está aqui, continua vivendo no meio de nós. Ele está aqui na Praça, vivo e ressuscitado.

 

 

  

 

 

 

Disponível em aleteia <http://pt.aleteia.org/2017/04/19/como-o-cristianismo-nasce-segundo-o-papa-francisco/> acessado em 19 de abril de 2017.

 

 

 

 

O cristianismo é vida e alegria porque

Cristo ressuscitou, diz Papa Francisco

 

 

PapaSonrisaAudiencia19abrilLuciaBallesterACIPrensa

 

 

Como não poderia ser diferente, o Papa Francisco dedicou a catequese da Audiência Geral à Páscoa: “Cristo ressuscitado, nossa esperança” foi o tema escolhido, com o qual incentivou a ver Cristo Ressuscitado diante dos fracassos da vida e assinalou que o cristianismo é alegria, surpresa e vida.

 

O cristianismo “não é tanto a nossa busca em relação a Deus, mas a busca de Deus em relação a nós. Jesus nos tomou, nos agarrou e nos conquistou, para não nos deixar jamais. O cristianismo é graça, é surpresa, e por esse motivo pressupõe um coração capaz de receber maravilhas”.

 

“Aqui está felicidade, alegria e vida, onde todos pensavam que existisse somente tristeza, derrotas e trevas. Deus faz crescer suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas”, acrescentou.

 

Em seguida, Francisco disse: “se olhando para nossa vida vemos que somamos tantos insucessos... na manhã de Páscoa podemos fazer como aquelas pessoas das quais nos fala o Evangelho: ir até o sepulcro de Jesus, ver a grande pedra que foi removida e pensar que Deus está realizando por mim, por todos nós, um futuro inesperado”.

 

 

Para sua catequese, o Pontífice se baseou na primeira carta de São Paulo aos Coríntios na qual fala da ressurreição. “Falando aos seus cristãos, Paulo parte de um dado incontestável, que não é resultado de uma reflexão de qualquer homem sábio, mas um fato, um simples fato que interveio na vida de algumas pessoas”.

 

“O cristianismo nasce daqui. Não é uma ideologia, não é uma corrente filosófica, mas um caminho de fé que parte com um evento testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”.

 

“A fé nasce da ressurreição” e “aceitar que Cristo morreu, e morreu crucificado, não é um ato de fé”. Entretanto, “crer que ressuscitou sim é”.

 

“A nossa fé nasce na manhã de Páscoa” e São Paulo “faz um elenco de pessoas às quais Jesus ressuscitado aparece. Temos aqui uma pequena síntese de todas as narrações pascais e de todas as pessoas que entraram contato com o Ressuscitado”.

 

O último precisamente é ele mesmo, Paulo, “como o menos digno de todos” e que utiliza a expressão “como um aborto”. O Pontífice recordou que Paulo se autodenomida assim “porque sua história pessoal é dramática: ele era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções; sentia-se um homem poderoso, com uma ideia muito clara do que era a vida com seus deveres”.

 

Mas, “um dia aconteceu o que era absolutamente imprevisível: o encontro com Jesus Ressuscitado, no caminho de Damasco”.

 

“Ser cristãos significa não partir da morte, mas do amor de Deus por nós, que derrotou a nossa grande inimiga. Deus é maior do que o nada, e basta somente uma vela acesa para vencer a mais escura das noites”.

 

Francisco explicou, então, que isso “é o núcleo central da fé”. “Se, de fato, tudo tivesse terminado com a morte, nele teríamos um exemplo de dedicação suprema, mas isto não poderia gerar a nossa fé”.

 

 

 

 

 

 

 

Disponível em acidigital <http://www.acidigital.com/noticias/o-cristianismo-e-vida-e-alegria-porque-cristo-ressuscitou-diz-papa-francisco-55529/> acessado em 19 de abril de 2017.

 

 

 

 

 

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