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     Renascidos pela Ressureição de Cristo

 

resurrection

 

       

Uma das maiores belezas que existem é o nascimento de uma criança. Este é um momento cheio de emoção que marca o início de uma nova vida humana, um novo membro de uma família e um continuador da humanidade. Além disso, é também a vinda de mais um amado filho de Deus, criado a sua imagem e semelhança, destinatário de seu infinito amor e de suas mais sublimes promessas. Contemplar um nascimento é também contemplar um grande mistério da existência humana, pois nenhum nascimento acontece privado da dor, ainda que conte com os mais avançados métodos científicos da medicina. A gravidez é vivida na espera alegre e ansiosa da chegada do filho, mas também neste tempo se vivem sofrimentos, angústias, tristezas e dores, tudo normal para os pais que se preparam para a nova jornada. Mas nada disso tira a felicidade transbordante dos dois.

 

        Quando chega o momento do parto tudo já está pronto para o novo começo de vidas já começadas e do primeiro começo da vida que vai trazer novo sentido para os que a acolhem. Não é à toa que dizemos que no parto a mãe “dá à luz o filho”, pois é exatamente o que ocorre. O filho se encontra escondido dentro da mãe, que o guarda e forma. Depois do parto a criança vem à luz, é dado à luz deste mundo como novo membro da família humana. Mas algo de mais sublime ocorre neste momento. O filho que nasce manifesta a beleza e a grandeza de Deus que opera este sublime milagre da natureza na procriação, permitindo que homem e mulher participem de sua obra criadora através da geração. Neste sentido o recém-nascido se torna reflexo da glória divina tornada visível aos olhos de todos, em outras palavras, colocado à luz para iluminar os corações e os olhos, para que contemplem o esplendor da presença de Deus.

 

        Assim visto, o nascimento de uma criança se torna sinal da beleza de Deus e de seu amor, mas também ganha um significado pascal, tornando-se imagem da Páscoa de Cristo Jesus.

 

        Também para o Senhor o nosso novo nascimento para a vida eterna teve de superar árduas provações e sofrimentos. Jesus enfrentou todos os desafios que poderia enfrentar, inclusive da fraqueza da natureza humana decaída, para que tudo fosse redimido por ele. Sofreu nas mãos impiedosas dos homens, que ele tanto amou desde sempre, os mais cruéis tormentos; foi desprezado por seu povo, que ele criou em Deus; foi abandonado por seus discípulos, escolhidos e amados “até o fim” (Jo 13, 1); foi traído por um dos seus amigos, um dos mais amados. Como um parto doloroso foi vivido o mistério da Paixão do Senhor para que tivéssemos a vida em nós mesmos (cfr. Jo 6, 53). Para que nos fosse possível nascer para a vida eterna, o Senhor Jesus deu a própria vida, e morreu.

 

        A morte, porém, não podia prender consigo a Cristo mas, pelo contrário, foi ela aprisionada pelo Senhor, que dela se eleva vitorioso: “Morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?” (1Cor 15, 55), “Morte, eu serei a tua morte; inferno, eu serei tua ruína” (Os 13, 14). São Leão Magno escreve: “Na verdade, morrendo, ele se submeteu às leis do túmulo, mas destruí-as, ressuscitando. Rompeu a perpetuidade da morte, transformando-a de eterna em temporal. Pois, como em Adão todos morreram, assim também em Cristo todos viverão” (Sermão 8, Sobre a Paixão do Senhor, 8).  

 

        Ao celebrarmos a Páscoa do Senhor celebramos contemporaneamente nosso novo nascimento. O primeiro nascimento o devemos aos nossos pais, que colaboraram na obra criadora de Deus ao gerar-nos. Nosso segundo nascimento o devemos a Cristo Senhor, nosso Redentor, que venceu a morte pela sua morte, para que também nós, mortos ao pecado, vivamos para a glória infinita de Deus e tomemos posse da felicidade eterna que ele nos prepara.

 

        Nosso Rei vive, e vive para sempre.

        Viva a Cristo Ressuscitado!

       

 

 

 

       

Pe. Everton Vicente Barros

Comunidade Católica Palavra Viva

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